Você não é insubstituível!

A sua cadeira nem vai esfriar e já está sob nova direção. Assim é a vida, quando seu ciclo se encerra, necessariamente começam outros, um pra você e outros para os que ficam.

Não tem nenhum mal nisto, muito pelo contrário, porque fazemos parte de um mundo que gira e estamos constantemente trocando de lados e passando a enxergar coisas sob outra ótica.

Claro que você é um ser único dotado de um talento e experiências exclusivas e, na maioria dos casos, só sua mãe vai repetir isto pela vida toda.

Eu encerrei 5 grandes ciclos profissionais e posso dizer que sempre há necessariamente uma dor e um luto pelo que se acaba e um frio na barriga e estímulo pelo que se inicia, mas a roda vai girar e hoje o que te estimula ou te frustra, amanhã será parte da sua história. Então siga em frente.

Construa planos A, B, C… Sonhe, sonhe até que os sonhos encham seu coração e te deem a determinação necessária a seguir por uma estrada que é sua, exclusivamente sua!

Divirta-se pelo caminho, celebre os aprendizados e as oportunidades de tentar de novo, erre todas as vezes que forem necessárias até as portas se abrirem e, sobretudo, acredite que você será o rei com vida longa nos reinos que você escolher!

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Enfim chegou a promoção que você tanto esperava! E agora? Não importa a experiência que você tem, uma cadeira nova, sempre terá os desafios de uma cadeira nova!

Como então achar o caminho para se ajustar ao novo? Eu fiz um rápido exercício e contei 8 promoções recebidas nestes 25 anos de carteira assinada.

Então, empiricamente e sem nenhuma base científica, eu tive um desafio novo a cada 3 anos em média. E entendo que o ciclo em que você aprende, se desenvolve, entrega com qualidade e, por fim, precisa de um novo desafio é bem próximo desta média.

Enquanto dura este ciclo há o espaço para o aprendizado, para o amadurecimento, para a construção da confiança, dos relacionamentos para a entrega dos resultados (já falei muito disso aqui…).

Mas a adrenalina, o frio na barriga, as noites refletindo e os banhos prolongados foram na minha vida grandes estímulos para enfrentar de frente e com a relevância, respeito e foco necessários às metas que me eram propostas.

Sair da zona de conforto, ousar construir e propor coisas diferentes e manter a visão do horizonte me ajudaram, e muito, a seguir em frente, e os cabelos brancos e os erros acumulados foram e vão ajustando o ritmo.

Considere, então, que se o tempo está passando e nada disso ocorre, você provavelmente vai passar por alguns dos problemas relacionados à motivação e a vontade de sair do lugar que você está.

Resumido, ou você se assusta com a cadeira nova, ou vai ter vontade de sair… E assim é a vida! E se você for o gestor deste time, saiba que esta conta vai chegar pra você!!!

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E chega a hora de dar um feedback, mas nem você, nem o outro estão preparados pra isso. Calma, isso é bem mais comum do que você pode imaginar, não importa em qual dos lados da cadeira você está. Até porque acredito que pro feedback fazer sentido, a via é de mão-dupla.

Uma das mais frequentes perguntas que recebi em toda a minha carreira como gestor é como dar um feedback adequado. Então vamos do início, onde já falei aqui bastante sobre confiança e da construção dos relacionamentos.

É exatamente neste momento, onde a confiança existe e existe espaço aberto para as conversas, que estão estabelecidas as condições mínimas para abrir uma conversa de feedback.

Considere, também, que existe outro pré-requisito fundamental: o estado emocional. Para haver coerência nas conversas que serão abertas, ambos precisam necessariamente estarem dispostos e equilibrados.

Por um tempo, gostava de comprar um livro para cada gestor da minha equipe, onde o tema fosse exatamente o que gostaria de tratar como pano de fundo.

Não acho que tenha fórmula secreta, a não ser, respeito, amor, interesse mútuo no desenvolvimento, firmeza e tudo isto com a maior quantidade de exemplos reais possíveis, para que fique o menor espaço possível para subjetividades.

Fora isto, são só reclamações e brigas tão comuns entre gestores e suas equipes.

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