Atualmente nas organizações não é comum vermos a individualização no tratamento das equipes, o que dificulta o desenvolvimento das competências consideradas mais relevantes para a empresa.

As pessoas são diferentes, então tratemos desiguais os diferentes. E esta lógica nada tem a ver com direitos e deveres dos cidadãos… Nem tampouco prego o preconceito ou exclusão ou qualquer outra forma de privilégio a este ou aquele grupo de pessoas.

O que apresento com isso é que pessoas são únicas e por isso não se pode colocar todas no mesmo saco e dizer quem se temos um tratamento igual, assim construiremos uma organização melhor e mais forte.

Outra questão fundamental é que se dá muito valor a pesquisas de clima organizacional, mas não há uma preocupação com o “falso positivo”. Isto é, quando os indicadores apontam uma organização sadia, mas o resultado foi manipulado inconscientemente pelas equipes, que pregam a manutenção do status quo, sem as transformações que as pressões do mercado e a própria empresa exigiriam para melhoria dos resultados.

Qualquer mudança gera um clima instável que impacta e distorce o resultado nesse tipo de pesquisa e por outro lado, a “não-mudança” pode significar uma estabilidade no curto prazo que reforçaria os índices apresentados, mas no longo prazo pode levar a danos irreversíveis ou até mesmo a morte da empresa.

Essa interferência no resultado desse tipo de pesquisa pode ser causar uma miopia na liderança da empresa, e desestimular a implementação de ações e mudanças necessárias às empresas.

O equilíbrio entre o estímulo a fatores motivacionais e o desenvolvimento de competências deve ser devidamente estudado para que resultados superiores possam ser atingidos.

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Nesse mesmo futuro presente real, ainda serão escassas as iniciativas de ir contra a lógica empresarial de curto prazo e buscarmos novos horizontes em que o equilíbrio das relações humanas trará a robustez e longanimidade das mais sólidas instituições centenárias.

Será que surgirão vozes que mostrarão que é possível ser feliz no trabalho e que essa felicidade auto-alimentada gera a energia infindável de motivação, necessária para o funcionamento dos novos negócios?

E que essa fonte de energia inesgotável e sustentável formará a nova economia que para o bem daqueles que durarem tanto pra ver, será diferente da simples projeção futura das ações e resultados presentes e passados nas nossas organizações? Será?

Mesmo que não consigamos abstrair quais efetivamente tiveram um papel mais decisivo dentro do conjunto de resultados alcançados, nenhum deles é determinante, ou seja, há de se gastar tempo e esforço na constante criação de um ambiente criativo e saudável, a fim de que as propostas e conquistas sejam tão costumeiras quanto pudermos sonhar a respeito.

Acreditando ou não nas argumentações filosóficas e nas projeções, sem pretensões científicas, podemos encadear a lógica das descobertas apresentadas nos últimos posts. Provoco aos amigos que pratiquem aquilo que acreditam e se, de alguma forma, forem influenciados por estas breves palavras, que não se intimidem pelo incômodo que com certeza causarão no modelo tradicional.

Boa sorte e firmem o pé na caminhada…

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“Se podemos sonhar, então podemos realizar ” (Walt Disney)

Nós precisamos construir os três pilares necessariamente na ordem apresentada, entretanto, uma vez construídos, eles têm que continuar sendo trabalhados para que haja um equilíbrio na sustentação dos desafios.

O grande problema é que o mundo continua girando e com ele surgem novos fatores (des)motivacionais, novos relacionamentos e compromissos e, principalmente, cada vez mais são cobrados maiores resultados.

E por isso, acredito que este ciclo não funciona infinitamente… ele precisa ser continuamente reformulado, com novos elementos em cada pilar e, em última instância, de um novo líder para manter o ciclo vivo.

Devo alertar que nenhuma fórmula mágica vai impedir que o mundo empresarial se torne cada vez menos relacional e cada vez mais orientado para o resultado.

Pode restar um pouco de dúvida de qual modelo seria mais vantajoso, se o resultado de curto prazo ou o resultado construído através do tempo com a confiança, o relacionamento e o compromisso.

Seremos impelidos a acreditar que não existirá outra forma de trabalhar, pois o famigerado mercado exigirá um ritmo cada vez mais alucinante de realizações e entregas, mesmo que haja mortos e feridos…

E mesmo que nós mesmos nos sacrifiquemos de tal modo a sermos mártires dos novos tempos em que os lucros serão justificativa para encurtarmos o caminho e deixarmos o mundo melhor, ainda assim este ciclo não findaria.

Sejamos pois racionais e humanos, talvez não necessariamente neste ordem e trabalhemos na arte de equilibrar as variáveis em busca de melhores lugares para trabalhar e de melhores resultados, neste caso, necessariamente nesta ordem.

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