O quanto alguém pretende empregar de energia em alguma atividade pode ser analisado sob pontos de vistas antagônicos. Enquanto para alguns autores a motivação vem de dentro e não há como motivar uma pessoa, outros entendem que existem critérios para o fazê-lo.

Aqueles que acreditam nas teorias de condicionamento pregam que as ações externas estimulam as ações e atitudes dos indivíduos.

Segundo tais autores, a justificativa para a redução do volume de ideias seria simplesmente porque o estimulo (a premiação) que passou por alguns anos sendo fundamental para fomentar o comportamento criativo deixou de existir e por isso, as ideias se reduziram.

Considerando esta mesma corrente de pensamento, seria ainda mais importante haver estímulos para ideias que reduzissem custos ou aumentassem receitas, o projeto poderia ter se mantido com as mesmas bases, mas tendo os valores mínimos de resultados para que fossem elegíveis às premiações.

Eu particularmente acredito que existem fatores externos que nos motivam, mas a essência da motivação é algo que está presente em nós, e o quanto transformaremos isso em ação tem a ver com nossa atitude.

Já passei um livro tratando disso e se vocês tiverem curiosidade de ver esta abordagem através de uma ficção com uma pitada de filosofia, recomendo a todos a leitura Inconformidade Praticada

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Atualmente nas organizações não é comum vermos a individualização no tratamento das equipes, o que dificulta o desenvolvimento das competências consideradas mais relevantes para a empresa.

As pessoas são diferentes, então tratemos desiguais os diferentes. E esta lógica nada tem a ver com direitos e deveres dos cidadãos… Nem tampouco prego o preconceito ou exclusão ou qualquer outra forma de privilégio a este ou aquele grupo de pessoas.

O que apresento com isso é que pessoas são únicas e por isso não se pode colocar todas no mesmo saco e dizer quem se temos um tratamento igual, assim construiremos uma organização melhor e mais forte.

Outra questão fundamental é que se dá muito valor a pesquisas de clima organizacional, mas não há uma preocupação com o “falso positivo”. Isto é, quando os indicadores apontam uma organização sadia, mas o resultado foi manipulado inconscientemente pelas equipes, que pregam a manutenção do status quo, sem as transformações que as pressões do mercado e a própria empresa exigiriam para melhoria dos resultados.

Qualquer mudança gera um clima instável que impacta e distorce o resultado nesse tipo de pesquisa e por outro lado, a “não-mudança” pode significar uma estabilidade no curto prazo que reforçaria os índices apresentados, mas no longo prazo pode levar a danos irreversíveis ou até mesmo a morte da empresa.

Essa interferência no resultado desse tipo de pesquisa pode ser causar uma miopia na liderança da empresa, e desestimular a implementação de ações e mudanças necessárias às empresas.

O equilíbrio entre o estímulo a fatores motivacionais e o desenvolvimento de competências deve ser devidamente estudado para que resultados superiores possam ser atingidos.

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Nesse mesmo futuro presente real, ainda serão escassas as iniciativas de ir contra a lógica empresarial de curto prazo e buscarmos novos horizontes em que o equilíbrio das relações humanas trará a robustez e longanimidade das mais sólidas instituições centenárias.

Será que surgirão vozes que mostrarão que é possível ser feliz no trabalho e que essa felicidade auto-alimentada gera a energia infindável de motivação, necessária para o funcionamento dos novos negócios?

E que essa fonte de energia inesgotável e sustentável formará a nova economia que para o bem daqueles que durarem tanto pra ver, será diferente da simples projeção futura das ações e resultados presentes e passados nas nossas organizações? Será?

Mesmo que não consigamos abstrair quais efetivamente tiveram um papel mais decisivo dentro do conjunto de resultados alcançados, nenhum deles é determinante, ou seja, há de se gastar tempo e esforço na constante criação de um ambiente criativo e saudável, a fim de que as propostas e conquistas sejam tão costumeiras quanto pudermos sonhar a respeito.

Acreditando ou não nas argumentações filosóficas e nas projeções, sem pretensões científicas, podemos encadear a lógica das descobertas apresentadas nos últimos posts. Provoco aos amigos que pratiquem aquilo que acreditam e se, de alguma forma, forem influenciados por estas breves palavras, que não se intimidem pelo incômodo que com certeza causarão no modelo tradicional.

Boa sorte e firmem o pé na caminhada…

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