Meus sonhos infantis incluíam desejos de paz no mundo, fim da fome e da pobreza, fim da intolerância entre povos… E se eu fosse menino nos dias de hoje ainda desejaria fim da destruição das florestas, modelos sustentáveis de crescimento ecologicamente corretos, iphone acoplado aos óculos escuros, uma mistura Playstation 3D com WII, ingressos ilimitados para as Multiplex de Cinemas, 4G com wi-fi grátis em todos os lugares, créditos para baixar apps grátis pelo resto da vida…

A lista seria enorme, mas ao mesmo tempo tão superficial quanto à vontade dos que são escolhidos por nós para sentar nos cargos importantes de resolver nossos mais profundos problemas.

Desde quando os homens vivem em sociedades temos líderes levantados do povo que, humanamente, acertando ou errando promoveram mudanças e impactaram as gerações futuras até que essa sucessão de fatos chegasse ao mundo de não-sei-quantos bilhões de chineses e indianos, além de nós, povos com outras línguas, raças e crenças.

Mas a corrupção, o despreparo, a vaidade, a ganância, a rivalidade, o poder, a influência, a banalização dos princípios morais e éticos, todos juntos vieram numa velocidade que não resistiu ao aumento das massas e ao empobrecimento e abandono do povo, que, diga-se de passagem, tem sua parcela de culpa.

Pois bem, seja por uma razão ou pelas outras todas, somadas em maior ou menor grau, seja pela simples natureza humana, tornamo-nos cúmplices do maior crime da história moderna, através do voto!

Voltemos um pouco às origens da democracia moderna eleitoral e ampla, que nos confunde, enoja, mas gratifica de uma forma masoquista. Somos engambelados ano após ano para produzirmos líderes despreparados e somos tal qual torcedores rivais, forçados a acreditar que só existe verdade em um dos lados. E que se perdemos, a culpa só pode ser do juiz…

Nesta hora passa um filme na cabeça de cada um sobre exemplos bem fortes, recentes ou não, que ilustram o pensamento feito. Portanto vou poupá-los de citar outros exemplos e pedir que nos concentremos no cerne da questão que é…  bem, sei lá eu… alguém ai quer me explicar o que está acontecendo?

Estamos além do ponto possível de frenagem, ou o gigante acordado decola, ou vamos nos espatifar no muro à nossa frente. Talvez para conseguir velocidade de voo, precisemos nos livrar do peso inútil que carregávamos sem muito refletir.

Que nossa voz continue firme nas ruas e que nosso voto seja o eco das nossas vozes…

Mauricio

Um comentário sobre “CARTA ABERTA 008 – VOTANDO PELA E PARA A DEMOCRACIA

  1. Karina disse:

    D+! Cada dia melhor!!! Beijos, Karina

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