O tempo passou, e o futuro tornou-se passado enquanto vivia o presente.

Enfim crescemos, e com isso veio a certeza que os sonhos de criança são muito bonitos, mas são apenas sonhos de criança. A realidade é adulta, nós somos adultos. E como tais, sejamos práticos.

Acho que não devemos viver simplesmente atrás de dúvidas ou incertezas, mas sim pelas certezas que temos, por mais que sejam mutáveis ou se tornem obsoletas e até arcaicas.

Simplesmente arranjemos novas certezas que as substituam e assim sucessivamente durante o ciclo de transições a que somos submetidos na evolução e não no envelhecimento.

A criança possui certezas tão simples e transparentes quanto distorcidas da realidade. Da nossa realidade. Entretanto, é exatamente o que as torna especiais e o que as permite crescer e abstrair do mundo todas as conclusões que são necessárias para continuarem o seu próprio ciclo.

Buscando inspiração na simplicidade da análise do mundo feita por essas pequenas e inimaginavelmente espertas criaturinhas de Deus, temos a base para a conclusão que apresentei a pouco. O mundo já é complicado demais sem as nossas próprias invenções complicadas… e não fui em quem disse isso.

Voltando ao meu filho, ou minha filha, não saberia ainda hoje como aplicar toda esta teoria louca. A nossa cabeça não funciona apenas como um processador de informações compiladas ao longo de nossa existência, ele embute nisso uma dose equilibrada ou não de sentimentos.

Então, as nossas atitudes práticas são, em via de regra, diferenciadas pelo grau de emoção que aplicamos nelas. E os resultados são estupidamente superiores. Aliás, permitam-me substituir a última frase, já que não gosto de usar advérbios de intensidade que sejam oriundos de raízes com significados ruins. Ou em outras palavras, se é estúpido, não pode ser bom…

E os resultados são admiravelmente superiores (ficou bem melhor assim). E aí vem os teóricos, filósofos, sociólogos, psicólogos e palpitólogos, com teorias que justificam a motivação, o comprometimento, a aplicação, o atingimento dos objetivos.

E eu prezo justamente coisas simples, como a dedicação de uma criança para conseguir um objetivo. Use a emoção em dose mais forte que a razão e tenha conhecimento suficiente para sua razão estar bem próxima da verdade.

Mais do que um simples jogo de palavras, proponho uma nova meditação neste capítulo. Leia-o de novo tantas vezes quanto forem necessárias para entender de coração ou de estômago o quanto nos afastamos da simplicidade da nossa vida infantil. Só uma digressão, percebem que a expressão citada anteriormente, vida infantil, tem uma conotação pejorativa, e que entendo absolutamente invertida em relação à proposta que apresentei aqui. Portanto leia de novo e mais uma vez e continue até o fim com a simplicidade de uma criança e com a razão de um adulto, porque somos adultos.

Bubsi

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