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Os nossos hábitos mudaram e, provavelmente, continuarão mudando. Já foi tempo em que a leitura matinal do jornal, antenado nas ondas da tv oficial, nos davam as únicas fontes e versões da história. O resto era intriga da oposição…

Agora, o mundo está tão cheio de versões da história, que às vezes temos dificuldade em filtrar, dentre as tantas fontes possíveis, a ficção e realidade construída pelas propagandas políticas, das partes que vemos com os olhos, ou que sentimos com os nossos bolsos…

Hoje é muito fácil nos perdemos no meio dos argumentos. Ou da disputa polarizada do bem contra o mal. Não importa de que lado estamos, mas acharemos o outro como a raiz do mal.

Vamos, então aos fatos, que são aqueles que, em oposição, não haveria de ter argumentos senão dos mágicos ilusionistas, também conhecidos como marketeiros políticos.

O marketeiro é bem mais útil que o jornalista, o economista, o sociólogo e todos os outros somados. Ele faz tão bem seu papel, que praticamente tornou-se impossível não dar sua indevida credibilidade. A ética perdida não é reencontrada na ideologia política, pelo contrário, é potencializada pela transformação da realidade.

Não há mal em querermos ver um mundo melhor, o problema é que queremos transformar o mundo real num mundo melhor apenas pelas mãos do mágico marketeiro. O engenheiro, o médico, o professor, o estudante, as escolas, o transporte público, a segurança, nada mais importa… se há como cobrar mais impostos e manter as verbas de      marketing como prioritárias, tudo se resolve nos próximos quatro anos. São ciclos que se renovam nas promessas montadas em cima das realidades virtualmente criadas, talvez por isso não se materializem.

O mundo real é imperfeito e carece de muitas soluções, ainda mais se estivermos deste lado do hemisfério e soubermos que as soluções possíveis dependem de uma visão menos construída da verdade.

Tá bom que o nosso país torna a desgraça no ridículo, com uma facilidade de invejar os outros cantos desta Terra finita, quiçá do próprio universo inteiro.

A graça esconde a dor e a suposta incapacidade de transformarmos o que acreditamos ser o certo. Por isso, que é muito mais fácil e melhor acreditarmos no mundo marketeiramente perfeito em que não vivemos.

E assim vamos engolindo, homeopaticamente, as pílulas dos filhos da mentira, contra as quais pode não haver um remédio salvo a capacidade de transformarmos a indignação em ação. Quem ainda tem dúvidas, vai lá no livro O Outro Lado do Ódio: A Inconformidade Praticada.

E vamos transformar o mundo perfeito do marketing, no mundo real, para depois trabalharmos para o mundo possível.

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