Um dia me perguntaram se nos caminhos que escolhi para minha carreira havia algo em comum. Algo como se pudesse identificar quais seriam as razões que me motivaram a preferir determinadas escolhas em detrimento de outras, se é que havia alguma razão lógica por trás deste pensamento. Se é que haviam, como foi que consegui achar atalhos na vida empresarial e se eles seriam possíveis de serem seguidos.

Foi uma boa reflexão, daquelas que temos quando acumulamos algum tempo de voo e olhamos para trás com a certeza que foram mais escolhas certas que erradas… confesso que a conclusão foi até mais fácil do que aparentemente imaginava.

Duas respostas vieram na minha cabeça: a primeira é preparar alguém para ser melhor do que nós mesmos. É preciso ter a paciência e a disciplina para passarmos tudo o que acreditamos para outra pessoa.

Melhor que isso, é deixar alguém trilhar o próprio caminho, mas com você antecipando o conhecimento e entregando o que de melhor pode produzir. Quanto mais ajuda a outros conhecerem o que, de um jeito ou de outro, você acumulou, mais rápido terá espaço para subir e se desenvolver.

Lembre-se que para isto dar certo, a escolhas que o outro vai tomar não serão nunca as mesmas que você teria. Isto é o mais difícil neste processo. Aceitar que alguém passe a fazer algo que você fazia, e era muito bom, de um jeito diferente e melhor do que o seu… É um grande sinal que o caminho está certo!

Seja mais coach do que chefe, não entregue soluções para os problemas, mas sim traga a possibilidade de que haja a reflexão por parte do outro. Reflexão é uma das melhores maneiras da aprendizagem. As suas respostas nunca serão absolutamente as mesmas, até porque as perguntas mudam.

Sendo assim, podemos passar para segunda resposta que depende se conseguimos praticar o desapego: Deixar de fazer o que gostamos, justamente para deixar alguém melhor do que você fazê-lo.

Talvez isso possa ser explicado de outra maneira, não fique na sua zona de conforto, permita-se mudar, errar, experimentar outras ideias. Ouse e não tenha medo de encarar os desafios de frente. À medida que caminhamos, descobrimos que os novos problemas só são maiores que os anteriores, porque todos os outros já sabemos como resolver.

Torne-se a melhor versão de você mesmo!

Assim, meu caminho foi se abrindo e muitos dos que passaram por este tempo comigo, já puderam me dizer quão importante pude ser na vida deles, o que por si só já justificaria fazer tudo de novo.

E o mais gratificante disto tudo é que dá uma sensação de dever cumprido!

3 comentários sobre “002 – Deixando de fazer o que gostamos…

  1. Marlene disse:

    Uma bela reflexão! 👏👏Será que todos nós realmente fazemos o que gostamos…

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  2. Lara Ferraz disse:

    Se encontrar no que gostamos é uma busca constante… a todo tempo mudamos!!!!
    se permitir e permitir que outros achem esse caminho é um presente, agora, buscar suas novas virtudes é uma salto no precipício, só que com asas!!!!

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  3. Yara Marques Almeida disse:

    Ahhh e como aprender a caminhar nesta estrada é interessante e particular né?
    Como é instigante participar da caminhada de alguém e conseguir fazer a diferença, né? Você que o diga.
    Mas o que mais me chama a atenção é o tempo que levamos para nos permitir trilhar o caminho como se deve e não como é imposto.
    E que possamos nos permitir e caminhar por várias estradas e por muito tempo.

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