Já disse uma vez que a democracia tem algo a ver com a imposição da vontade da maioria. Mesmo que a maioria seja estupidamente mal preparada ou influenciada somente por benefícios pessoais e incapaz de enxergar o contexto nacional, muito menos o internacional.

Maioria é maioria! Uma questão matemática…

Mas com isso não quero dizer que a minoria não tem direito a sua opinião, até porque defender o direito das minorias também é dever da democracia… Eu disse defender os direitos e não criar tantos novos direitos que passam a ser tão exacerbados que começam a incomodar a maioria. Aquela que tem o direito de impor sua vontade pela tal da democracia.

Não inventaram nada melhor do que o capitalismo, ainda, mas confesso que tenho algumas ideias bem interessantes para completar este assunto. Meu segundo livro saiu com o título Escambo Social e existem algumas pinceladas de como incluir novas motivações num mundo conectado digitalmente e socialmente.

Agora, por outro lado, com certeza o comunismo está falido e não adianta vir médicos (ou para-médicos de Cuba), as ditaduras não são boas (nem mesmo montadas em petróleo venezuelano, com ou sem pré-sal) e os regimes autoritários não são a solução (com ou sem bombas nucleares do lado de cima da Coréia que presta). Muito menos terroristas – não cabe nem explicar o porquê.

Enquanto o capitalismo é a solução com ressalvas, criaram programas assistencialistas que foram a salvação para dezenas de milhões de pessoas. Foram mas não podem continuar sendo sem que haja uma expectativa de saída para o mercado formal. Não se mede a eficiência de um programa pelos seus mais de 40 milhões de pessoas atendidas, mas por quantos deixaram de ser atendidos justamente porque passaram a caminhar com as próprias pernas.

O ser humano é preguiçoso, até pra se revoltar, mas um dia vai se cansar de pagar a conta…

Agora como poderemos absorver esta mão de obra sem que haja crescimento do país? E como crescer sem aumento da produtividade? Não há espaço para mais impostos, nem para crescimento da folha dos estados e municípios…

Pelo contrário, estruturas inteiras teriam que ser repensadas, quantidade de ministérios, secretarias, deputados, vereadores e por que não dizer de cidades que sobrevivem do assistencialismo da união teriam que ser produtivas ou deixar de ser autônomas. São tantas propostas possíveis e que agora finalmente parecem que vão ser discutidas.

E o que falar de privilégios?

E como crescer o país se destruímos nosso patrimônio pelos incontáveis meios de se desviar o dinheiro e o caráter público?

Se vamos ter um povo para chamarmos de nação, estas questões precisam ser respondidas… Que chegue 2019!

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