015 – Organizações sobreviventes

Senge (1990) afirma que poucas são as empresas que conseguem sobreviver até a idade média de uma pessoa, visto que na maioria das empresas que “desaparecem”, há muitos indícios prévios de problemas que são comumente ignorados em virtude de uma deficiência de aprendizagem.

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Senge (1990) afirma que poucas são as empresas que conseguem sobreviver até a idade média de uma pessoa, visto que na maioria das empresas que “desaparecem”, há muitos indícios prévios de problemas que são comumente ignorados em virtude de uma deficiência de aprendizagem.

A Estratégia do Desenvolvimento do Eu está centrado justamente na aprendizagem que foi uma das qualidades mais apresentadas pelos CEOs, conforme Bennis e Nanus (1988).

As constantes mudanças no ambiente, comportamento, valores, a inclusão de novas ferramentas e processos, a evolução da tecnologia, torna questão de sobrevivência a aprendizagem num contexto organizacional.

O contraponto a este modelo de aprendizagem é a chamada aprendizagem inovadora, visto que a aprendizagem de manutenção é necessária, mas não é suficiente.

Para que haja um ambiente favorável à aprendizagem inovadora, as organizações precisam ser abertas, ou seja, haja constantes e intensas trocas com o ambiente externo, para que as novas informações possam ser devidamente tratadas. Além disso, precisam de participação coletiva, pois é muito mais fácil acreditarem em alguma ideia que tiveram participação. Por fim, a antecipação associada a um processo para gerir a mudança.

Para isso acontecer é preciso aprender o máximo sobre o ambiente mutável e ter cenários desenhados das prováveis direções que estão sendo tomadas, de modo que a organização seja direcionada para o futuro desejado.

Acredito que o erro mais comum que existe é a falta de compartilhamento de uma visão estratégica dos objetivos pretendidos. Muitas vezes somos e fomos obrigados a cumprir determinados rituais sem que haja um entendimento claro dos alvos que precisariam ser alcançados. Sem comunicação adequada e com falta de credibilidade não há convencimento aos empregados a fazerem sacrifícios em prol da visão transformadora.

Outro erro possível é a existência de metas corporativas de atendimento do negócio, mas os objetivos individuais não serem atrelados aos mesmos alvos.

Obviamente os mercados mudaram muito, e os consumidores se tornaram muito mais exigentes. A soma dessas constatações é um risco muito comum existente nas empresas: a de ser mais rápida e eficiente em entender as novas necessidades do cliente.

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