De fato é possível entender que existem comportamentos derivados de ações e que, portanto, a essência humana é comportamentalista, contudo não podemos resumir as ações humanas àquelas que são reflexo das provocações do ambiente em que vivemos.

Se fosse assim, a atividade criativa seria extremamente limitada.

A crença de que se controlarmos o meio ambiente, teremos controle dos indivíduos, como creem os comportamentalistas se aproxima muito do modelo de gestão mais tradicionais e não entra no conflito e solução entre as diversas gerações atualmente em atividades (baby-boomers; geração x, geração y!).

Se considerarmos a teoria de Herzberg, podemos determinar que uma vez implementado um benefício por muito tempo ele passa a ser de manutenção, ou seja, mantido já não motiva mais, mas se for retirado causa uma desmotivação.

As iniciativas e comportamentos que surgem dos indivíduos são fenômenos que não podem ser explicados somente por teorias comportamentalistas.

O enfoque fenomenológico busca suprir esta lacuna. Milhollan e Forisha afirmam que o homem é livre e fonte de seus próprios atos e a liberdade é a consciência humana, eu diria o livre arbítrio, como consequência de seu próprio interior. A forma de motivar uma pessoa, segundo Bergami, seria em gerar reconhecimento, estimulando a autoestima e revitalizando o processo criativo.

Aplicando essa ideia no contexto sugerido, o programa de premiação poderia ser substituído por um programa que gerasse méritos e reconhecimentos (não necessariamente com objetos de grande valor), mas sendo feito de forma que a empresa toda e o empregado em questão se sentissem valorizados e estimulados a continuarem produzindo.

O entendimento de que as duas teorias (condicionamento e motivação) levam abordagens distintas e complementares com uma diferença importante que a segunda o indivíduo motivado continua gerando energia e se comportando de forma produtiva e busca a satisfação na atividade em si.

O capítulo 1 de Katzenbach e Smith (2001) apresenta os fundamentos de um grupo eficiente, a disciplina do líder único e a disciplina da verdadeira equipe.

Por mais que teorias tentem e algumas até consigam achar um caminho no meio da confusão dos relacionamentos humanos, ainda sobra uma boa dose de empirismo e de arte. Um pincel, um pouco de tinta e uma tela na mão de um gênio faz uma diferença danada… A teoria são os instrumentos e ferramentas e servem para serem somadas às experiências e todo o resto fica na mão do artista. Boa sorte!

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