Pra mim nunca foi novidade ter que recorrer a mecanismos alternativos para compor a falta de espaço no meu hard disk cerebral para lembrar das coisas. Das agendas e cadernos de contatos telefônicos aos ultra modernos mega-ultra-power-smart-drives.

Passei pelos recados na palma da mão, os post-it, as listas de “to do”, aos milhares de papéis enfiados nos bolsos do terno. Este último traz, intrinsecamente, outro problema, o de lembrar que tem alguma coisa em algum bolso… e depois descobrir o que aquele maldito recado enigmático, feito de você para você, queria dizer. Além da óbvia necessidade de entender profundamente as técnicas de “decifragem” de caligrafia ininteligível.

Pois bem, fui e vou sobrevivendo, muito mais agora pelos milhares de gadgets interconectados atualizados automaticamente, do que pela minha memória em si. Mas se tem uma invenção que revolucionou minha forma de lembrar as coisas é esse tal de Google. Não tem mais nada esquecido no meu universo, todas as coisas foram, estão e serão deixadas à deriva nesta universo em nuvem, e estarão a um clique de distância do meu conhecimento.

A preguiça gerada desta simplicidade não pode ser desculpa para esquecermos o que foi dito. Se vocês também não lembram… não tenham vergonha de consultar sua memória e quem sabe a gente lembra de melhorar nosso país também!

Vamos esperar para ver o que a nossa memória irá guardar do que será a nossa história e enquanto a história não é escrita, que tal fazermos parte dela?

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