Muito tempo fazendo a mesma coisa, ou na mesma área ou departamento, podem levar você à Síndrome do Acomodado. Não que a ciência tenha chegado a mais uma patologia, mas é um estado de espírito que se fecha ao novo, tem alergia à inovação e morre só de pensar em mudança.

Quando nascemos, temos a energia e a necessidade de buscarmos o novo, estamos programados para isso, tudo é novidade e divertimento até começarmos a ser programados pelos pais para resistirmos a algumas tentações que nos são colocadas.

Os limites são necessários e devem claramente ser impostos na criação diária, mas eu estou falando da pureza dos relacionamentos, da vontade incessante de criarmos e inovarmos nas brincadeiras e nos brinquedos, na busca sem medo de soluções para os problemas e desafios que nos são postos. 

À medida que perdemos algumas dessas características por quaisquer razão, a maioria legítima, vamos nos transformando em pequenos seres ajustados à sociedade e dentro do modelo mental da sociedade, do tempo e do local onde vivemos.

Aí chegamos a vida adulta e somos cobrados profissionalmente por ousadia, relacionamento, criatividade, inovação, todas características que foram perdidas com o fim da inocência.

Então se quisermos estar prontos para novos desafios, sugiro que recorramos àquelas características que nos fizeram crianças felizes, e aceitem que o aprendizado passa por assumirmos riscos, errarmos e levantarmos, mesmo que tenhamos algumas feridas aqui ou ali. Aliás, são elas que mais nos ensinam…

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