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091 – Os jovens e algumas frustrações corporativas

Talvez o mundo que estamos deixando para os jovens, que chegam com apetites e anseios bem diferentes daqueles que tínhamos nos nossos bons tempos, seja bem diferente do que ambos gostariam. Talvez até essa complexidade seja irreconciliável. #blogdobubsi

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Talvez o mundo que estamos deixando para os jovens, que chegam com apetites e anseios bem diferentes daqueles que tínhamos nos nossos bons tempos, seja bem diferente do que ambos gostariam. Talvez até essa complexidade seja irreconciliável.

Então vamos refletir um pouco

Quando iniciei minha carreira profissional, tinha nos olhos o brilho de quem enxergava um caminho longo, mas com energia suficiente para andar em ritmo acelerado, independentemente do terreno à frente.

Nunca fui abatido por frustrações que considerava menos nobres. Sabia que precisava trabalhar, aprender, me dedicar, ganhar corpo (esta última foi seguida à risca inclusive fisicamente) e, só então, receber louros, promoções, novos desafios. Até que o ciclo se completasse e se reiniciasse de um jeito ou de outro.

Os tempos eram outros, as expectativas também, o nível de informação e de seu acesso, também, incomparáveis. Somos diferentes em tudo, isto mudou, mas o que menos mudou foi a natureza humana, e por isso, talvez, as explicações sejam mais simples, que óbvias.

Por outro lado

Seja pelo desejo ardente de ser uma estrela em ascensão, igual a qualquer youtuber, influencer, ou qualquer outra nova profissão master de redes sociais-digitais-millennials. Ou pela necessidade frenética de andar na velocidade crescente das tecnologias e inovações, não há como equilibrar tão distantes mundos, sem que existam frustrações dos lados.

Neste período em que o mundo não acerta o passo com os novos empreendedores que surgem, me atrevo a deixar alguns poucos conselhos aos jovens que começam a sofrer de frustrações empresariais precoces.

  • Administre a ansiedade para não queimar etapas necessárias ao desenvolvimento profissional.
  • Aprofunde-se no conhecimento, aquele que se aprende com a experiência própria e dos outros.
  • Respeite e entenda a cultura e as convenções existentes, para aí sim apresentar formas de evoluir.
  • Se nada disso funcionar, não adianta reclamar que o mundo não te entende. Deve ter uma razão para que tudo não tenha se ajeitado ao jeito que você gostaria. Descubra a razão e se descubra tentando, e aproveite o caminho, porque muitas vezes ele vale mais que o destino.

Então se as instituições são moldadas nas relações e por profissionais que vieram do modelo mental do último século, nada mais inevitável que provocações farão surgir, aos que sobreviverem, modelos e empresas ajustados.

Entre mortos e feridos, há o ímpeto que também tivemos enquanto jovens e eles vão ter a experiência e os erros e acertos que o tempo e as necessidades trarão.

E nada como este velho Senhor da Razão para equilibrar tudo de novo, até o próximo conflito dos que sobrarem com os próximos que virão.

* * *

Para ler mais:

013 – Escapando da obsolescência

076 – Aprenda a pedir promoção (ou demissão)

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