Quanto foi a última vez que fizemos algo pela primeira vez?

Alguém fez esta pergunta, ou escreveu um livro sobre isso, ou fez um post, talvez até um vídeo. Hoje estava ouvindo alguns vídeos no youtube sobre assuntos absolutamente aleatórios, e me veio essa pergunta.

Não precisa fazer com maestria, nem tampouco precisa ter muita adrenalina, nem glamour envolvido. Basta ser novo!

A nossa capacidade de aprender, bastante explorada na nossa infância, facilmente se atrofia, como alguns músculos sem o devido exercício. E, assim como em qualquer atividade física, quando deixamos de usar por um tempo e conforme a idade vai passando, fica muito mais difícil de chegar na forma desejada.

Aos que se desesperaram até aqui, agora vão as boas notícias. Nunca é tarde para aprender! Use desta capacidade sem contra-indicação, mas com uma sequela profunda. Não conseguimos parar de aprender…

Pode ser um hobby ou algo só por diversão, pode ser um trabalho voluntário, uma nova língua estrangeira, qualquer coisa! E não me venha com essa de que não tem tempo. É sempre bom fazer algo novo, de novo!

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Desde muito cedo profissionalmente foi programado a não aceitar qualquer resposta a uma pergunta legítima. E se a resposta não me convencesse ou nao fizesse sentido ou eu não entendesse o raciocínio, estava liberado para fazer tantas perguntas quantas fossem necessárias para o perfeito entendimento.

Princípio de que ninguém é melhor do que ninguém. Se alguém faz uma coisa de uma forma que não dê para explicar claramente para qualquer pessoa entender, então o problema é a explicação e não o interlocutor.

Assim, foram inúmeras perguntas, respostas não convincentes, perguntas repetidas até a exaustão, até ser chamado de chato ou até ter o entendimento que me convinha…. Ou até tudo isso junto!

Trata-se de legítima defesa da inteligência, não podemos ser mortos por respostas evasivas, e displiscentes, que causem mais confusão que explicação.

Pergunte, argumente, discuta, reflita, mas não deixe o outro sair sozinho com o conhecimento!

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Uma das primeiras lições que aprendi e não esqueci, foi tão logo virei trainee de auditoria. Assim que chegamos na empresa, passamos por uma formação de contabilidade e auditoria, que deve ter levado umas 5 ou 6 semanas. Era uma forma de nivelar o conhecimento, passar as políticas da empresa e de dar os primeiros insights do que seria a vida “lá fora”.

Quando somos mais jovens temos a ambição, a disposição, a motivação, a vontade de superação e tantos outros “ãos”, mas por outro lado, não temos a visão, a experimentação, o conhecimento, a maturidade e tantos outros senãos…

Aí no afã de descobrirmos algo, identificarmos um problema ou uma questão de vulnerabilidade ou desconformidade, saímos atropelando o caminho, em busca de atalhos, destruindo os obstáculos, sem prestar atenção nas estradas e nas razões pelas quais elas foram construídas, seguindo um determinado caminho, às vezes tortuoso, mas necessário.

Então, fomos programados para não destruir nenhuma cerca sem entender o porquê ela havia sido construída. Isso nos dava um norte, uma pausa para respirar e uma obrigação de aprofundamento no assunto antes de quebrar o portão. Dava-nos também a certeza de que éramos capazes de ter o discernimento necessário para procurar as respostas e ter uma análise crítica do problema e soluções.

Muitas cercas foram derrubadas pelo caminho, mas não sem antes ter esta reflexão.

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